sábado, 16 de junho de 2012

Cinco três dois


Minha rua, às 5:32 da manhã


5:32 da manhã, na rua vazia apenas: silêncio. Barulho talvez só no sonho de alguém.

O dia às cinco e meia da manhã é quase normal, se é que existe o normal, na imagem só da pra ver a frente, mas ao meu lado havia uma mulher procurando garrafas no lixo e acima havia um pedaço de lua. Contrastes diferentes, talvez parecidos, aquela mulher sumiria junto com a lua, quando o sol tomasse o céu por completo.

Depois das 6:00, da pra ver vários lugares tudo já está mais claro.  A lua dá lugar ao sol e as sombras se revelam. A igreja atrás do morro aparece, parece longe e bonita, dá vontade de ir lá visitar, ver como é à vista do alto.

O resto parece ser verde, o que passou antes que eu começasse a escrever não importa, pois as torres de transmissão parecem crânios de robôs gigantes.

Mais verde, pouco concreto, só asfalto, algumas aves e outros animais, às vezes rápido ou devagar, curvas, buracos, Engenheiros do Hawaii tocando rota de colisão no meu celular. A vista do ônibus até as 7:00 da manhã.

Vista pela janela do ônibus,às 6:35, a imagem sempre muda, todo dia. 



Universidades e Brs federais, nenhum índio a não ser alguns entalhados na madeira.

Vejo um campo de futebol improvisado (que nunca vi ninguém jogando) ao passar por de baixo de uma ponte (a entrada da cidade) ao mesmo tempo em que escrevo, às 6:40 da manhã. Já na cidade, vejo a rotina, o concreto, o asfalto, a loucura, a lógica do sistema, creme dental pra deixar o falso sorriso menos amarelo das falsas verdades imprimidas por ele. Pouco verde e mais concreto.

6:46 já perto do fim, fim da estrada, começo de outra.  

A.R.A