segunda-feira, 4 de abril de 2011

Karen




Karen era uma menina diferente das outras, as regras não faziam sentido, não existiam ensaios pra atos da vida. Ela não tinha amigos na escola. Seu único refúgio era o seu quarto, amava-o. Principalmente o  seu computador, onde passava horas e horas. Ela achava que os seus melhores amigos eram virtuais.
O coração da garota era cheio de anseios, medos, tristezas e decepções. Seu pai era um alcoólatra, que muitas vezes chegava bêbado em casa. Sua mãe havia morrido quando a menina nasceu. Então ela preferia trancar a porta do seu quarto, para não ver nem ouvir o seu pai naquela situação.

Karen era apaixonada por Eduardo, ela nunca tinha visto o garoto, mas conversava com ele todos os dias, entrava no MSN, procurava-o. Ficava decepcionada quando ele não estava lá. E seu coração batia forte quando ele entrava. Os dois já eram íntimos, certa vez Eduardo pediu fotos da menina sem roupa. Ela não queria mandá-las, mas também não queria decepcionar o seu amor.  Resolveu enviá-las, já que confiava cegamente no menino.
No dia seguinte, seu pai havia saído pra beber no bar da esquina, o que já era rotina. Como sempre Karen viu seu pai no bar, correu pra casa, trancou-se no quarto e foi para o computador. Aâh, pobre menina, jamais imaginaria ver o que viu. As fotos que ela havia mandado para seu namorado virtual estavam em todas as redes sociais, o garoto fez questão de enviar recados mostrando todos os links das fotos, onde ele divulgou.

Ela chorou rios de lágrimas por o ocorrido. Jurou pra si mesmo se vingar daquilo. Seu pai voltou pra casa e provocou um incêndio. Uma viga caiu sobre a porta do quarto de Karen. Não havia como sair.  Ela viu apenas o vapor das suas lágrimas que queimavam o seu rosto.   Ela morreu ali, do lado do seu computador.

Reza a lenda que Karen seduz garotos, não bastou apenas se vingar de Eduardo, a sua alma ficou perturbada. E todos aqueles garotos que tentam fazer o que Eduardo fez ou magoam Karen, morrem de formas inexplicáveis.

Escrito por: ALDENY RODRIGUES.

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